2 Comments

  1. 2

    Rogerio Costa

    Não duvido o que o Mia Couto relata, infelizmente, pelo que tenho ouvido e assim mesmo.

    Vivi em Moçambique ate 1974 e lembro-me do quanto diferente era naqueles tempos.

    Morava na Machava e estudava na escola industrial de LM. As aulas acabavam as 6 horas e tinha que apanhar o comboio para casa. As vezes metia-me na brincadeira e perdia o ultimo comboio e fazia o percurso de regresso a casa a pé (acho que 10 KM) e as tantas da noite. Iluminação não havia senão a luz da lua. Eu devia ter naquela altura uns 13 ou 14 anos. Gostava imenso de fazer este percurso porque tinha sempre conversa com muitos outros (pretos claro) que também faziam este percurso à noite. Nunca tive medo e eles diziam – menino não tem medo – nos protégé o menino. Agora passados muitos anos eu admiro-me de como era bom o nosso Moçambique e LM e pergunto como aquelas pessoas faziam aquele percurso todos os dias de manha para o trabalho e a noite de regresso as suas casas. Eu estava a ver as coisas do ponto de vista dos privilegiados que para muitos outros não era assim tão bom. O tempo passou e hoje vivo no Canada, país de “primeiro mundo”, mas nunca me esquecerei daqueles bons tempos de Moçambique.
    Agora não e assim não!

    Reply
  2. 1

    Dave Adkins

    Me lembro em frente do Hotel Girassol em 73, tinha chamado um taxi, logo falei com o taxista e expliqué que iva cancelar o pedido. O taxista me deu uma pancada, más fez um error ya que Terry Johnson esteve comigo. Terry perseguiu o taxista, o pegou detrás do pensão de Mona Lida e comenzou bater-o sem mercé. Interrupei o massacre, não quise que Terry passasse o noite ou mais tempo encarcerado. . . outra noche em LM, 1973. . em geral. tudo era seguro nas ruas de LM durante esta epoca. .

    Reply

Se não tiver Facebook comente aqui!

© BigSlam 2016 - Todos os direitos reservados.