8 Comments

  1. 6

    Nelson Silva

    Rectificando o texto anterior, a ida da selecção de Lourenço Marques a Luanda foi em 1972 e não em 1971, como erradamente indiquei no texto anterior.
    Já agora e para que não fiquem dúvidas, se bem que o Fernando Adrião tenha voltado ao Desportivo quando o meu Pai era Vogal da Direcção responsável pelo Hóquei em Patins, o título de 1973 foi conquistado já o meu Pai tinha saído da Direcção do Desportivo, para acompanhar o eng.Silveira da Costa na Associação Provincial de Futebol de Moçambique.

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  2. 5

    Ana Maria Teixeira Nogueira (filha do Teixeira (Malhanga)

    Sr Bruno Adrião.
    Fui atleta do Clube Desp. da Malhangalene durante 13 anos onde pratiquei patinagem artística. Este clube era a filial do Futebol Clube do Porto, clube da cidade onde hoje vivo. Se no clube onde está não lhe dão o real valor venha jogar para o “FCP” com certeza que seria muito bem vindo!
    Acabei de ver e ouvir o vídeo. Adorei! A minha memória viajou no tempo…
    O seu Pai igual a ele próprio e o sr. Bruno muito parecido com ele.
    Um abraço.

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  3. 4

    Ana Maria Teixeira Nogueira (filha do Teixeira (Malhanga)

    Maravilhoso! Cheguei a Lourenço Marques com 4 anos de idade, vindo da minha terra natal Mocuba, Quelimane. Nessa altura, (ano de 1957) fui praticar patinagem no Clube Desportivo da Malhangalene. E tive a sorte de receber treino dado pelo sr. Adrião Pai, conheci pessoalmente a família Adrião e todos os atletas do clube que por lá passaram até 1970.
    Que saudades! Mas a vida é isto mesmo, ela é feita de recordações…
    Quero agradecer esta partilha e parabéns pelo trabalho.

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  4. 3

    Leonardo Mata

    Bons tempos saudades. Que. descansem em paz.

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  5. 2

    Ana Paula Marchioro

    Sam faltou contar que o Fernando Amaral Adrião em 1978 foi seleccionador Nacional da equipe de Moçambique. Esta equipe foi ao Campeonato do Mundo na Argentina. Mais noticias sobre este episódio podes ter do João de Sousa, actual jornalista desportivo de Moçambique em Maputo. Grande senhor. Tive a oportunidade de o conhecer pessoalmente. Boa reportagem. É mesmo para se dizer Recordar é Viver.

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    1. 2.1

      Samuel Carvalho

      Olá Ana Paula, grato pelo teu comentário.
      O João de Sousa é um dos bloguistas que escreve para o BigSlam, através do seu “Xipalapala”.
      Sobre o assunto em questão, já foi realizado um concurso: ADIVINHA QUEM SÃO! – Uma seleção de Moçambique no campeonato Mundial…
      Clica no link: http://bigslam.pt/destaques/adivinha-quem-sao-uma-selecao-de-mocambique-no-campeonato-mundial/
      Aparece sempre neste nosso “Ponto de Encontro”!
      Aquele abraço.

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  6. 1

    Nelson Silva

    Morando na esquina das Avenidas Augusto de Castilho e 31 de Janeiro – a, portanto, dois quarteirões do estádio do Malhangalene – quase naturalmente, sendo filho de quem praticou, treinou e arbitrou a modalidade, frequentei aos sábado à tarde e/ou domingo de manhã a escola de hóquei patinado de Fernando Adrião (Pai). Estava com uns sete anos de idade, já com alguma facilidade na patinagem derivado aos “carrosseis” que fazia no ringue do 1º de Maio, então treinado pelo meu Pai.
    Outras opções – iniciava-me na natação de competição pelo Desportivo, com um treinador pouco receptivo à diversidade – levaram-me a deixar o hóquei e em particular a escola do Sr. Adrião por volta dos 10 anos, recordando a disciplina imposta e o empenho solicitado a todos – e que não éramos poucos – imagem que, recordo, perpassava também pelo comportamento da equipa principal do Malhangalene.
    Pelas ligações ao hóquei do meu Pai e do Sr. Adrião e pela minha enorme necessidade de sapatos, fomos mantendo o contacto quer na sua loja ao lado posto dos correios na Av. Augusto de Castilho, em frente à Av. Massano de Amorim, quer na sua fábrica, se não estou em erro, na Av. de Angola. Eram, pelo menos, meia dúzia por ano, com solas de pneu, o número de sapatos feitos à medida que “rebentei” entre os 7 e os 12 anos de idade, resultado das “futeboladas” em que participava, quer na 31 de Janeiro, na Gomes Freire, na Anchieta ou na J. Serrão, ou no “grande estádio” por de trás da Casa Conceição.
    Evidentemente, as conversas entre o meu Pai e o Sr. Adrião, não se ficavam pelos sapatos e acabavam sempre por abordar as últimas incidências das jornadas hoquistas. Recordo, numa ocasião, o Sr. Adrião tentava convencer o meu Pai sobre um processo que decorria contra ele no Conselho Técnico da Associação de Patinagem, sendo acusado de, por discordância, ter cuspido num árbitro. Indignado, defendeu-se:
    -“Eu não cuspi. Eu assoprei e saltaram uns perdigotos!”. Já não me lembro da decisão tomada no caso, mas nunca deixei de ser cliente do Sr. Adrião.
    A história do brilhante hoquista que foi o Adrião (Filho) é de todos conhecida, pelo que acho irrelevante acrescentar seja o for sobre que já foi escrito sobre ele.
    Recordo que 1971 acompanhei – como jornalista de “A Tribuna” – a equipa de Lourenço Marques, dirigida pelo Fernando, que participou em Luanda em torneio quadrangular em que, para além de duas equipas luandenses e a laurentina, participou também uma equipa de Lisboa.
    O torneio não correu nada bem à nossa equipa e, já mal classificada, o Rousseau, pediu dispensa no último jogo – com a equipa B de Luanda -o que lhe foi concedido pelo Fernando Adrião.
    No regresso a Moçambique, fez-se uma paragem na Beira, para um jogo com o seleccionado local, não tendo, neste caso, o Fernando escalado o Rousseau para o jogo.
    Perguntei-lhe a razão para deixar o Rousseau de fora, ao que me respondeu que este, estando cansado, lhe tinha solicitado dispensa para o último jogo em Luanda, pelo que lhe parecia adequado não o pôr a jogar nesta partida.
    Recordei-lhe que Rousseau tinha jogado na Beira antes de ir viver para Lourenço Marques e que provavelmente, não havendo grande interesse na última partida em Luanda, tinha pedido escusa para poder estar descansado para jogar em frente ao seu “público”.
    Assim foi: Para satisfação do público, do Adrião, de mim e, estou certo, do Rousseau, este fez uma exibição de grande nível, contribuindo também para vitória folgada.
    A nossa amizade continuou ainda durante o tempo que, sendo o meu Pai director, o Fernando treinou e levou o Desportivo ao título nacional da modalidade em 1973.

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    1. 1.1

      Francisco Velasco

      Caro Nelson Silva. Uma ligeira correcção: O Adrião Pai não cuspiu num arbitro mas sim no sr. Tito Moreira Rato, o dirigente Metropolitano mais respeitado por todos os atletas no activo quer metropolitanos quer moçambicanos. Foi uma atitude insolita justificada um jornalista e publicada como:

      – Não cuspi, assoprei…!

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