2 Comentários

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    Carlos Hidalgo Pinto

    A escritora premiada é a terceira personagem moçambicana a ser distinguida com o Prémio Camões, o que é de salientar. José Craveirinha foi o primeiro escritor moçambicano a ser galardoado com esse galardão. Filho de dois países, foi-lhe erigida uma estátua na Vila de Aljezur, de onde era natural o seu progenitor.

    A escritora Paula Chisiane, tal como Craveirinha, Mia Couto e outros, são figuras importantes no mapeamento cultural das diferentes regiões culturais que formam o território moçambicano. Cada área de cultura reflecte um ambiente e cultura algo uniforme. Entretanto, os escritores tornam-se relevantes numa necessaria mudança cultural, conducente a um aggiornamento político e cultural que paulatinamente, vai tendo lugar na sociedade moçambicana.

    A cultura corporal em algumas regiões culturais moçambicanas, expressa-se por um comportamento sexual onde se salienta a poligamia. Decorrente desta realidade, o crescimento demográfico do país regista valores algo elevados, o que dificulta o processo de desenvolvimento nacional sustentado. Moçambique duplica a população num período de aproximadamente 23 anos, o que é impeditivo para que haja um processo de prosperidade económica. Qualquer taxa de crescimento económico considerada como sendo positiva, é rapidamente ultrapassada por uma taxa de crescimento populacional ainda maior, o que contribuí para o aumento da pobreza a nível nacional. E é aqui que Paula Chisiane (e outros escritores) se torna uma figura de relevo, por via do tal mapeamento cultural de detetminadas regiões culturais.

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    Jorge Rodrigues Milheiro

    Não conhecia qualquer livro desta escritora que pelos comentários que já li e depois de a ouvir no vídeo que BigSlam partilha vou ter de ler, pois aprecio muito a literatura moçambicana. Já li muitos livros de Mia Couto e alguns de José Craveirinha, Carlos Cardoso, Eunice Matavele, Nelson Saúte, Miguel César, Luís Carlos Patraquim, Marcelo Panguana, a poesia de Marcelo White, Juvenal Bucuane entre outros. Sempre que vou a Moçambique tenho de entrar nas livrarias e trago um bocado da Literatura Moçambicana. Não é só pelas paisagens, pela boa comida, pela música e pelas pessoas, mas também pela Literatura Moçambicana que eu Amo Moçambique.

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