Portugal Inundado
Todos os dias fico muito triste, impressionado e preocupado, quando vejo na televisão as imagens da catástrofe que Portugal está a sofrer, e oiço os depoimentos dos repórteres, das autoridades e das populações.
Catástrofe provocada pelas sucessivas depressões atmosféricas, umas atrás de outras, agravando cada vez mais as destruições, os estragos e o sofrimento.
Destruições e estragos no ambiente, no património, nas infraestruturas, no edificado (público e privado), e nos bens das pessoas (famílias e empresas). Inundações agravadas pelos dias consecutivos e pela intensidade da chuva, pelas descargas das barragens, e pela saturação dos solos. Árvores partidas ao meio, umas, e deitadas abaixo, outras, torres e postes de electricidade deitados abaixo, tal a força induzida pela velocidade do vento.
Consequências: casas e carros danificados, trânsito cortado, interrupção de energia eléctrica e de telecomunicações, campos alagados, com perda das culturas agrícolas e do sustento das respectivas famílias, e prejuízos económicos.
Sofrimento das pessoas provocado pelas inundações e infiltrações nas suas casas, causando estragos dos seus bens e, em muitos casos, impossibilitando de as habitar, pelo menos temporariamente. Acresce ainda a falta de água, de electricidade e de telecomunicações, e a impossibilidade de se deslocarem devido ao corte das estradas, em alguns casos com povoações isoladas em ilha, impedindo a compra de alimentos e de medicamentos, e de trabalhar.

Ereira (Montemor-o-Velho) – Foto de Figueira na Hora
Impressionado fiquei com a vastidão da catástrofe e suas consequências, para o Estado, empresas e famílias; com a solidariedade dos habitantes das regiões afectadas, entreajudando-se como e com o que podiam, muitas deslocando-se; com a prestação de algumas empresas particulares, fornecendo materiais e equipamentos; com a acção voluntária de particulares, nomeadamente na doação de bens alimentícios e outros, incluindo por parte de emigrantes portugueses em França. Impressionado também fiquei com a resiliência das pessoas atingidas e com a dignidade com que descreviam os prejuízos sofridos, cuja dor e sofrimento procuravam controlar, mas cujo olhar e tom de voz denunciavam.
Embora a situação descrita seja do conhecimento de todos, dada a ampla divulgação feita pelos órgãos de comunicação, decidi escrevê-la como testemunho de solidariedade e para reflexão de todos.
Para terminar, reconhecimento da acção inestimável dos bombeiros, dos militares, da Protecção Civil, das Autarquias, de algumas empresas, e de muitos cidadãos que se voluntariaram para ajudar.
Pierre, Vilbró, Fevereiro de 2026



2 Comentários
2luisbatalau@gmail.com
CHOANE! REPORTAGEM QUE MOSTRA OS RESULTADOS DA INTEMÉRIE. KANIMAMBO
BigSlam
Os dias já dão sinais de melhoria, mas não podemos esquecer as intempéries que recentemente se abateram sobre Portugal e os seus impactos.