10 Comentários

  1. 10

    Julio João Conceição

    Amigo Costa
    Muitos de nós que viveram em Moçambique antes de 1974, sentem uma grande frustração pelo (des)caminho que o país seguiu e continua na mesma senda. Muitos visionários como o seu amigo Zé Faísca acreditaram que Moçambique seria um el dorado, coisa que não aconteceu, chegando ao ponto que chegamos. O país foi tomado por meia dúzia de oportunistas insaciáveis, que têm conduzido à sua destruição. Quase todos sentimos que este país já não é nosso. Com grande dor de alma e muita frustração, somos forçados a concluir, perante os factos.
    Um abraço

    PS: também frequentei a escola industrial, e o instituto industrial, tendo concluído o curso de eletrotécnica e máquinas em 1970. Entrei no serviço militar em 1976. Penso que somos contemporâneos… Não estou recordado de si. Pode avivar-me a memória?
    Obrigado

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  2. 9

    marioruialves@gmail.com

    O meu avô é de Arcos de Valdevez foi para Moçambique em 1899 com Mouzinho de Albuquerque para prender o Gungunhana ficou por lá. Nasceu em Moçambique o meu pai eu e meus irmão assim como a minha filha. Vivi naquele país até aos 33 anos
    hoje já cá estou à 46 anos. Fica a recordação dos tempos em que vivi no paraíso e não sabia.

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  3. 8

    Vasco Pinto de Abreu

    Assino por baixo! Hoje sou sul-africano e português, com muita mágoa e por conveniência…Moçambique já pouco me diz, ficaram as recordações e a saudade. Abraço e parabéns, João

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  4. 7

    Manuel Martins Terra

    Caro amigo João Costa, faço das palavras que inseriste no teu post, palavras minhas e quiçá de milhares de portugueses e naturais daquela encantadora terra, que sentiram na pele uma imperdoável diáspora impulsionada pelos vendilhões do templo, que nos forçaram a um regresso indesejado e deixaram o povo moçambicano abandonado e á deriva. Parabéns, João, pelo oportuno testemunho do teu trajeto em Moçambique, que é também similar ao que eu percorri e tantos outros . Um grande abraço, do amigo Manuel Terra.

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  5. 6

    ruiaosorio@gmail.com

    Muito obrigado amigo João À medida que o tempo passa as saudades vão aumentando e só graças a vocês vamos conseguindo mitigar um pouco as mesmas que já transbordam. Pois, a Pastelaria “Cristal” com as suas deliciosas arrufadas e a ” Princesa” para onde obrigatoriamente íamos tomar o nosso cafezinho servido pelo simpático empregado, pai do conhecido toureiro Chibanga, contribuem em muito para esse estado de espírito.
    Não cheguei a entrar no Liceu para onde foi instalada a Escola Comercial. Nesse mesmo ano fui estrear o novo Liceu Salazar. Contudo, anos depois fui lá professor por algum tempo assim como no Instituto Comercial, no período noturno, anexo à mesma.
    Um abraço

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  6. 5

    Francisco Duque Martinho

    Pois sinto o que Santos Costa diz, escrevendo. Nasci em Lourenço Marques, devido à vida profissional do meu Pai tive a sorte de até aos quase oito anos ter vivido no mato, quer em Moçambique, quer em Angola. Cumpri serviço militar como todos e por lá fiquei até 79, trabalhando na DETA com um contrato de “servidor”, contrato aplicável aos funcionários públicos estrangeiros. A opção pela condição de estrangeiro, manutenção da nacionalidade portuguesa aquando da publicação da lei da nacionalidade moçambicana, foi das mais difíceis que tomei ! Em 79 imigrei para a ex-Metrópole, território no qual não encontro afinidades nem referências. Desde então, considero-me um “africano” apátrida – Moçambique já não é o meu País, Portugal Continental percebo que nunca o foi !

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  7. 4

    Ernesto Silva

    Boa João, continuas a brindar-nos com belos trabalhos. Um abraço.

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  8. 3

    Eduardo Jeremias Coimbra Ferreir

    Por sorte digo eu ,também estive para ir para Moçambique depois de vir de Angola (1963 -1966) mas entrei em Multinacional U.S.A. e perdi as intenções .
    – Mas vejo com mágoa o que sofreram e continuam a sentir as noticias .para fraseando o João Costa (não ser o País que sonhou), mas acho que todas as ex-Provincias Ultramarinas ,principalmente Angola e Mozambique perderam milhares de Portugueses e não só que deram tudo para que fosse um País (hoje melhor que o Brasil ) que também não se aproveita praticamente nada ,miséria etc…. mas penso que é sina dos Portugueses se fizermos um exame ao que está no nosso horizonte é uma pena ver os espetáculos nas televisões.

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  9. 2

    Fernando Pedro

    A vida militar fez com que eu viesse a conhecer Lourenço Marques, Beira, Nampula, Porto Amélia e, por fim Mueda, foram três anos (1968/1971) de vivencia, que ficaram gravados na minha alma e, que ainda hoje sinto saudades. Compreendo tudo o que conta! O ter de abandonar tudo e regressar a Portugal, naquele ano quente, confuso e incerto de 1975 do Gonçalvismo, deve ter sido terrível para o amigo e seus familiares. Por ironia do destino, o país aonde nunca tive uma “quinta” é agora o meu país!… Concordam? Concordo e compreendo! Um Abraço, tudo de bom. Fernando Pedro

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  10. 1

    ABM

    Pois é mais ou menos isso, mais vírgula, menos vírgula..

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