10 Comentários

  1. 7

    Augusto Martins

    Agradeço a todos (autores, intervenientes e comentadores) esta preciosidade que acabei de ler atentamente.
    Tive a felicidade de chegar a conhecer pessoalmente algumas destas pessoas.
    Vou tentar gravar e imprimir todo este artigo, porque é realmente uma verdadeira e importante parte da HISTÓRIA da minha terra querida e nunca esquecida.

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  2. 6

    R. Gens

    Artigo interessante sobre o qual tenho dois comentários, o segundo partindo duma análise que li algures mas não me lembro onde:
    1. Se o ano de nascimento de Karel Pott está correcto (1904), então em 1918 quando é dito foi criado o Brado Africano ele teria 14 anos de idade pelo que a sua participação nesse projecto e movimento teria sido ínfima;
    2. O movimento do Grémio Africano dos anos 1918 de que os Albasinis eram lideres era na prática suportado nos mestiços mais cultos e na pequeníssima elite negra. Eles defendiam que essas classes sociais educadas à ocidental deveriam ter exactamente os mesmos direitos que o resto dos portugueses, quer dizer não formavam um movimento nacionalista africano mas sim um grupo integracionista no “império português” que não questionavam.
    Por estes dois dados, parece-me que a alusão no texto às ideias nacionalistas de Karel Pott ao tempo do nascimento de Mondlane – que coincidiu com o período do Grémio Africano – será irrelevante, nessa altura Karel Pott nem devia ter ideias políticas e se as tivesse estariam dentro da esfera republicana portuguesa. Não sei como as suas ideias terão evoluido com o seu crescimento, nomeadamente a partir do tempo em que foi estudar Direito para Portugal, mas é dito no texto que nos anos 30 ele defendia a “negritude”. Assumindo eu que Karel Pott nos anos 30 não era o único com essas ideias isto pode indicar que tenha mudado dos anos 20 para os anos 30 o pensamento maioritário da elite mestiço / africana (entretanto em Portugal a partir de 1926 acabou a primeira república mais libertária e começou o que viria ser o Estado Novo mais autoritário). De qualquer modo parece-me que nos anos 30 as ambições nacionalistas que essa classe social tive adquirido deveriam ser muito mais restritas do que as que emergiram a partir do fim da segunda grande guerra, e que foram (juntamente com o contexto internacional do fim da dominância das velhas potências coloniais) as que conduziram âs primeiras independências africanas no final dos anos 50 e as que acabaram por acompanhar a evolução do próprio Mondlane.
    Resumindo, acho que tentar-se fazer comparações do tipo se o nacionalismo deste é maior ou menor do que o daquele, se este está a ser esquecido ou não, quanto se trata de ideias mais de grupos do que de pessoas e que evoluiram ao longo dum período muito conturbado de 30 anos (entre os finais dos anos 20 e 50) nâo me parece relevante. Mais útil para a história seria perceber como o pensamento de cada grupo e época foi influenciando os seguintes, provávelmente já alguém o fez mas eu não sigo esse tema.

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  3. 5

    karel pott

    O Willem pott, era irmão do meu pai karel pott,

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  4. 4

    karel pott

    Estou não só orgulhoso como muito comovido com tantas manifestações de carinho e apreço pelo pai.
    Orgulhosamente carrego o mesmo nome mas infelizmente não a mesma história.
    Manuel TERRA, estou com 80 anos mas à sua total disposição se ainda puder contribuir para enaltecer a memória do meu pai.
    A todos vocês, que leram, comentaram e elogiaram o meu muito muito obrigado e que DEUS os Abençoe
    Karel pott
    Kpott@bol.com.br

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    1. 4.1

      Manuel Martins Terra

      Dada a disponibilidade evidenciada por Karel Pott, para me falar e melhor compreender a história de vida de seu pai, não hesitei em entrar em contato com o seu orgulhoso filho. A viver no Brasil, foi através de emails que trocamos, que fui tomando conhecimentos de factos reais dos quais ainda viveu junto do seu pai, e outros relatos de familiares.Quando nasceu a 20 de Agosto de 1904,já o seu pai Gerard Pott, tinha regressado no ano anterior da Holanda, depois de 3 anos fora de Moçambique. Tudo porque, Gerard Pott, recebeu em 1900, ordem de saída do território moçambicano, por ordem expressa do governo português, fortemente pressionado pela Inglaterra, dada a forma como a Paul Kruger, (sendo à época cônsul geral do Transvaal e cônsul honorário da Holanda),o apoiou no conflito armado que opôs o exército britânico aos independentes Boers ZAR e OVS. Para a região do Transvaal, seguiam armas através da linha férrea que ligava o porto de Lourenço Marques ao Transvaal. Sendo Gerald Pott, um rico e poderoso comerciante que detinha empresas desde Quelimane até à capital,despendeu considerável ajuda financeira à causa independentista dos Boers. Em 1900, o exército inglês torna-se vitorioso e Paul Kruger, foge para Lourenço Marques, e Gerald Pott concede-lhe uma casa onde se refugia algumas semanas, antes de partir para a Suíça. Gerald Pott, teve que se defender nas vias diplomáticas, por ferir o principio da neutralidade exigida pelo país das tulipas, conseguindo graças a um rol de conhecimentos, obter três meses depois a necessária autorização para o regresso a Moçambique. Mas como referimos, só em 1903 decidiu então regressar, contudo já desprovido de cargos políticos e com a situação financeira mais debilitada. Em 1914, vê-se obrigado a vender ao Governo Provincial, a joia da coroa; a sua sumptuosa mansão, algo que o deixou agastado. É em 1921, que o seu filho Karel Pott, vem para Coimbra para cursar Direito, e poucos anos depois segue-lhe os passos o seu irmão Willem Pott, que também estudou de Direito na cidade do Mondego. Em 1927, morre em Lourenço Marques, Gerald Pott. Em Coimbra, Karel Pott passou uma autorização para que o seu familiar Gerard Pott( Janguava), se desfizesse do Prédio Pott, para liquidar ainda dívidas ligadas à guerra. Em 1928, Karel Pott, concluiu o seu curso e regressa a Lourenço Marques, onde montou consultório. Em 1941, Karel Pott embarca para Metrópole,em plena segunda grande guerra, para gozo de férias. Devido às suas atividades politicas em Moçambique, houve interesse por parte de Salazar, de o afastar da então colonia, e para tal endereçou-lhe um convite, via Marcelo Caetano(de quem era amigo e ex-colega de curso) no sentido de assumir o cargo de Governador do distrito de Beja. Karel Pott, de pronto declinou o convite, afirmando que iria regressar a Moçambique, e ajudar o seu povo.Assim aconteceu e Karel Pott, regressou e constitui família, que como eu afirmei no post, amou e foi sempre o suporte para a sua afirmação. Morreu jovem, levando consigo no coração o seu país e as suas gentes. O outro seu irmão Willem Pott, que teve consultório em Quelimane, faleceu depois da independência, por motivos que ainda desconheço. Caso para perguntar; será que o apelido Pott, face ao conteúdo do manuscrito que recebi a partir de Maputo, causa sombra à classe politica aburguesada, proveniente das cúpulas da Frelimo?Pelos vistos, parece que sim. É que o pior dos defeitos é sem dúvida a ingratidão, que despreza e apedreja hoje, quem os ajudou ontem. Meu caro, Karel Pott, uma vez mais agradeço a sua atenção, e com muto respeito pela sua pessoa, me despeço com um abraço sincero e afetuoso. Manuel Terra.

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      1. 4.1.1

        BigSlam

        Parabéns Manuel Terra por enriqueceres com diversos esclarecimentos este artigo sobre o Karel Pott, com a preciosa colaboração do seu filho a residir no Brasil e com o mesmo nome do pai – Karel Pott.
        Não há duvida que o BigSlam está cada vez mais implantado em todo o mundo…

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  5. 3

    Isabel Barros Santos

    Muito bom saber a história dos antepassados de um Grande País, onde eu nasci.
    GOSTEI. ❤️🌴

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  6. 2

    francisco da costa

    Era a esquina onde se apanhava o machibombo para a malhangalene, depois das matinés no SCALA, GIL VICENTE, VARIETA, depois DICA, porque chegar hás ruinas? no coments.

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  7. 1

    Luiz Branco

    O Che Guevara um pensador revolucionário???? LOOLLLLLL

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    1. 1.1

      Jorge Madeira Mendes

      Também me pareceu uma observação descabida. Enfim, não estraga o valor do artigo.

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