9 Comentários

  1. 9

    Manuel da Silva

    Quero antes de mais agradecer ao nosso estimado escritor e colaborador do BigSlam Pierre Énio Vilbró, que nasceu em Moçambique onde cresceu e se formou (no mesmo país que eu muito amo; onde eu cresci, formei-me e andei na guerra, desde 1960 e continuei atê 1980).
    Não vou comentar jogadas que envolvem dinheiro … porém, por tudo o que li e passei, ambicionei, gostei, desgostei e desprezei, resta-me para consolo uma anedota que eu conto a amigos muito chegados (que espero seja agora o caso)
    Aqui vai a anedota:
    «No fim do ano lectivo e após os exames finais na Universidade de Coimbra, dois alunos de Medicina correram à vitrina onde estavam afixadas as pautas e ansiosos aproximaram os narizes ao vidro e verificaram que tinham concluído as suas licenciaturas, dando imediatamente saltos de enorme alegria. Outros finalistas juntaram-se e aquilo tudo deu momentaneamente numa festa. E como manda a praxe começaram logo a cumprimentar-se, sorridentes e a estender as mãos uns aos outros em jeito de saudação exclamando em voz alta: Como está Sr. Doutor?
    Depois de tanta alegria, dois deles combinaram ir do alto da universidade à baixa de Coimbra para comer umas sanduíche.
    Entretanto quando desciam apresentou-se aos seus olhos, à frente e a uma certa distância, um velhote que caminhava devagar, desengonçado e até aos solavancos. Um dos doutores exclamou logo: Oh pá, aquele tipo tem uma doença venérea. O outro retorquiu: Estás doido, não vês que é um problema na coluna!
    Doença venérea, problema na coluna … Doença venérea, problema na coluna … Doença venérea, problema na coluna …aquela teimosia parecia não ter fim.
    Com esta lengalenga, acabaram por se aproximar do velhote.
    Quando já se encontravam junto dele, exclama um dos senhores doutores: Não é tarde nem é cedo, pergunta-se já directamente ao velhote e fica tudo esclarecido!
    «Oh amigo, desculpe a pergunta, é que eu tal como o meu colega somos doutores acabadinhos de nos formarmos e vínhamos acompanhando o seu modo de caminhar; o meu colega diz que você tem uma doença venérea, mas eu penso que terá um problema na coluna, qual de nós estará enganado?»

    Respondeu-lhes o velhote:

    «OLHEM, MEUS AMIGOS! ENGANAMO-NOS OS TRÊS; EU PENSEI QUE TINHA DADO UM PEIDO E BORREI-ME TODO!»

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  2. 8

    Zé Carlos

    Como diz um ditado Japonês; O bater de asas de uma borboleta aqui, pode causar um ciclone do outro lado do Mundo.
    Os EUA e JFK em particular, andavam com a pedrinha Portuguesa no sapato da geoestratégia global desde os tempos da lease da Base das Lages.
    Com os óculos cor de rosa do pós Guerra mundial, a expansão da dotrina de Monroe para outros continentes estava dada como certa, mas começou a sofrer reversos, primeiro com o surgimento da bomba atómica da USSR, guerra da Korea, Guerra Fria e depois com as crises da Cuba revolucionária e o Vietnam.
    Os EUA olhavam para fontes novas de matérias primas e mercados livres de ‘intermediários’ ou barreiras.
    Como a Commonwealth e a Francophonie estavam fora do seu alcance direto, sendo eles os aliados principais na NATO, Portugal e a situação ultramarina parecia oferecer presa fácil no continente Africano.
    Em França, os Gaulistas não cumpriram as promessas de auto determinação e independêcia feitas aos Argelinos, pela ajuda nas 1ra. e 2da. Guerra Mundiais e deu no que deu.
    Nesse aspecto, não escapou ao Reino Unido o que os novos ventos traziam e o estado da Índia conseguiu a independência.
    Na Europa com o perigo comunista a pairar no Ocidente, as situações na Alemanha, Itália, Grécia e Austria, foram asseguradas com a ‘generosidade’ do Marshall Plan.
    Quando o ideal capitalista Americano foi confrontado com a expansão comunista na Asia e Africa, a ideologia capitalista dos EUA reestruturou a estratégia. Até à política de globalização de Reagan e Bush nos anos 80, o uso do pau em vez do mel, trazia resultados comerciais amargos para os parceiros, enquanto América engordava.
    Regressando ao Salazar, as suas idéas em princípio dos anos 50 já tinham ultrapassado a sua utilidade. Não se apercebeu que os tempos tinham mudado. Era uma questão de tempo e o tempo já era pouco… A supressão das liberdades de expressão, política e social complicou a posição Portuguesa perante os aliados na NATO.
    A América oferecia algo que dava bases para expandir negociações num caminho político/social benefecial para todos e evitar uma catástrofe, mas a intrasingência salazarista para continuar ‘com a prata da casa’ para não dar o braço a torcer e com isso perder total controlo do ‘Império’ obrigou contra a vontade, os EUA a investir mais em Espanha para ver se ‘acordava’ Portugal. A falta de suficiente investimento (Americano) em Portugal e ‘Províncias Ultramarinas’ e com isso, a inevitável modernização e progresso socioeconómico para todos, causou desapontamento e despertou mais profundos sentimentos nacionalistas nas lideranças indígenas.
    Se, com Portugal não se via como avançar as expectações e aspirações indíginas, a única alternativa era alcançar independêcia.
    Os EUA dos finais dos anos 50 e início de 60 estavam preparados a ajudar os lidéres Africanistas, mas a lentidão do processo cansou, com as retaliações do Estado Português, os movimentos independentistas esconderam-se e foram procurar apoio mais expressivo e imediato na USSR e PRC.
    Entretanto, quando Salazar acordou e autorizou grandes investimentos e parcerias internacionais em Angola e Moçambique, já era tarde para mudar o rumo ao inevitável.
    Mesmo assim, Portugal encontrou a desculpa do anti-comunismo e ganhou tempo para manter a sua posição em Africa, mas com isso, deixou esfumar o ‘estado de graça’ que ainda restava do pós guerra mundial e acentuou o empedrenimento dos sentimentos anti-colonialista indíginas.
    Como um monarca, Salazar media, cortava e fazia conforme imaginava. Quando o progressista Pres. Craveiro Lopes antevia o que o futuro agoirava, o único poder que tinha era para demetir o primeiro ministro, em vez de o fazer logo de vez, e o ameaçou para mudar de rumo, Salazar não perdeu tempo a convencer o Concelho para apontar o pró regime Américo Tomáz.
    Infelizmente a partir daí, estava cunhado o destino para as populações em Portugal e pelo Mundo fora, de todos portugueses/coloniais/indíginas e restantes afetados.
    Salazar governava completamente deslocado das necessidades e da realidade moderna e influenciado pelos interesses instalados.
    Resultando no que se deu com a descolonização e as grandes consequências históricas para todos os que a viveram e os que vieram depois.
    O resto é tudo promenores que não trazem compensação aos que perderam tudo ou quase tudo tanto de um lado como do outro.
    Hoje em dia politicamente, Portugal vive em negação das consequências dos erros revolucionários e governado por uma classe política que tem sabido manobrar bem os seus próprios interesses e em criar uma ilusão democrática em detrimento das classes vulneráveis, trabalhadoras e média… Quase um déjà vu.
    Depois há os mistérios dos montes de dinheiro ‘desaparecido’ e esbanjado do tesouro nacional, CEE e da UE, mais que suficientes para reconstruir e ainda compensar devidamente veteranos da Guerra Colonial hoje sem grandes apoios e esquecidos e os retornados que tinham algo ganho com trabalho honesto e ficaram sem nada e ainda hoje ainda vivem com muitas dificuldades.
    Ainda hoje o legado colonial tem efeitos… Terras abandonadas em mãos despreparadas por autoridades incompetentes, resultando em guerras civis anos sem conta e ainda hoje, muita miséria e desespero até mais não na grande maioria, os mais vuneráveis.

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  3. 7

    José Miguel Rodrigues

    A cegueira de Salazar e não só , destruiram a vida de milhares de pessoas…

    Ventos de mudança já pairavam por toda a África e os outos países colonizadores antes da decada de 60, mal ou bem ,já tinham dado esse passo.

    Não tenho dúvidas que hoje tudo seria diferente, para bem de todos.

    Evitava-se o maremoto que se seguiu , as guerras e o sofrimento que ainda hoje persiste para as populações.

    Responder
  4. 6

    ORLANDO PADINHA

    Caro Luis, estou completamente de acordo.

    Responder
  5. 5

    Walter D Gameiro

    Creio ser perigosos aceitar linearmente um texto da Cia como se fosse um texto sagrado.

    Responder
  6. 4

    Luiz Branco

    Bla, bla , bla…e obviamente a situação dos Americanos no Vietnam era brilhante…só não anteviram a sua própria derrota.

    Esse é o problema dos Americanos…acham que resolvem e compram tudo com o dinheiro deles.

    E parem de olhar para a questão do vosso ponto de vista (nosso aliás) e olhem para a situação do ponto de vista de Salazar…acham que ele diria ou poderia dizer outra coisa?

    Os Americanos tiveram o que queriam que era o petróleo de Angola e o resto é conversa.

    Gostava de ter visto o meu país ter transitado para uma democracia liberal o que não sei se seria possível em África!!!

    Nunca se esqueçam de uma coisa demorou quase 200 anos a colocarem a estátua do Marquês em Lisboa…Salazar só morreu há 50 anos….

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  7. 3

    José Luciano André Assunção

    As saudades e a tristeza impossibilitam-nos indicar uma opinião credível. Tudo poderia ter sido resolvido de outra forma, com um pouco mais de raciocínio. Assim, todos perdemos e
    infelizmente, poucos são os que ganharam. Tratam-se de países com riquezas que continuam sem progredir e ainda em piores situações económicas. É tarde, restando-nos apenas a saudade e o desejo para que esses países progridam.

    Responder
  8. 2

    Abdul

    Obrigado pela informação valiosa.
    Se Salazar tivesse aceite,seria melhor para Portugal e,as ex colonias.o tempo para autodeterminação era perfeito

    Responder
  9. 1

    Tomás Pereira

    Deixem-se de fantasias!
    O imperialismo soviético queria apenas uma coisa: as riquezas e a importância geoestrategica dos territórios ultramarinos.
    Claro que Salazar não aceitou!

    Responder

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