3 Comentários

  1. 3

    Celestino Gonçalves

    Gostei da crónica do Renato Caldeira. Os meus parabéns por recordar, sem papas na língua, aquela figura lendária que as pessoas do meu tempo se lembram muito bem e por quem tinham grande admiração e respeito, para não dizer também compaixão, sobretudo depois do seu regresso da Europa e se estabeleceu na capital do seu país – Moçambique. Quando das poucas vezes que o “Gigante de Manjacaze” saía à rua, agarrado à sua bengala, fazia-o com dificuldade e aparente sofimento dada a decadência do seu desequilibrado corpo. Arrastava multidões de crianças que o seguiam sempre que se expunha em público. Isso não lhe desagradava, prova evidente que era um ser humano de grande sensibilidade e carinho pelos mais pequeninos. Tal pormenor não escapou ao jornalista, daí que me ocorreu deixar este pequeno comentário para reforçar o que neste aspecto ele disse.
    Parabéns também ao BigSlam por mais uma história do Moçambique que muitos de nós vivemos e temos no coração.

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  2. 2

    Alberto de Sousa Costa

    Lembro-me bem do Gabriel, o gigante de Manjacaze. Espero que o Governo de Mocambique lhe possa dar uma honra digna que merece.

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  3. 1

    Manuel Martins Terra

    Uma história de vida muito bem explanada pelo post de Renato Caldeira, que foca a vivência do Gabriel Monjane, mais conhecido pelo gigante de Manjacaze. Tratou-se de um homem simples que não encontrou no campo da medicina , algo que conseguisse travar o seu crescimento anormal , que o levou muito cedo a atingir os 2m e 50 cm, criando-lhe certas dificuldades no caminhar e no equilíbrio. Achou na curiosidade dos homens, uma forma de sustento nem sempre bem compensada, com apresentações em circos e muitos outros eventos, que lhe foram garantido algumas economias com vista a um futuro mais tranquilo. Quando regressou a Moçambique, estive com ele por motivos profissionais no Restaurante Alfacinha, que se situava na antiga Manuel de Arriaga,entre a Latino Coelho e a J, Serrao. Já nessa altura o Gabriel denotava sinais de cansaço, que o obrigavam muito vezes a sentar-se. Depois como refere o Renato Caldeira, as quedas quer no Coliseu em Lisboa, e já aquando do seu novo regresso a Moçambique, aquela queda aparatosa na sua casa em Manjacaze, ditaram a morte de um homem bom, que deu mais dinheiro a ganhar, do que aquele que auferiu. Quem tiver memória, jamais te esquecerá Gabriel, o homem mais alto do mundo.

    N,B: Também ,Renato, a propósito da reportagem do Jornal Diário a Manjacaze, soube que o teu irmão Cipriano e o Abel Faife, com quem privei mais de perto, e por tua comunicação que infelizmente já nos deixaram. Lamento imenso, e resta-me a saudade.

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