VII Torneio das Traseiras – Homenagem ao “4 ideal” (antigos atletas “moçambicanos” do GCF da época 1976/77)

A cidade da Figueira da Foz voltou a viver dias de grande emoção desportiva com a realização do tradicional Torneio das Traseiras, nos dias 23 e 24 de agosto de 2025.
O evento reuniu antigos atletas, dirigentes, familiares e amigos, num ambiente marcado pela amizade, pela nostalgia e pela celebração da história do basquetebol figueirense. Para muitos, foi também uma oportunidade de reencontro, recordando tempos gloriosos passados no mítico “Campo das Traseiras”, verdadeiro berço de memórias desportivas e sociais da cidade.
Durante o torneio, para além dos jogos e momentos competitivos, destacou-se a boa disposição, a confraternização e o espírito de união entre gerações. O convívio prolongou-se ao longo de todo o fim de semana, com muita partilha, alegria e a promessa de regressar em futuras edições.
No âmbito deste torneio, realizou-se uma sentida homenagem aos heróis da histórica época de 1976/77, quando a equipa do Ginásio Clube Figueirense (GCF) conquistou, de forma memorável, o Campeonato Nacional e a Taça de Portugal.
Época 1976/77 – Seniores do GCF
• Campeão Regional • Campeão Distrital • Campeão Nacional • Vencedor da Taça de Portugal
Em cima: António Tafula (Seccionista), António Azevedo (Treinador), Eustácio Dias, José Figueiredo “Zé Perigosa”, Carlos Rodrigues “Bélico”, António Sotero, Samuel Carvalho (Capitão), Costa Gomes (Massagista) e Horácio Barral (Dirigente).
Em baixo: António Albano, António Almeida, João Neto, António Pina e Luís Dionísio.
Alguns dos outdoors foram estrategicamente colocados em torno do campo de jogos:
Essa conquista única, que colocou a Figueira da Foz no mapa do basquetebol português, foi muito mais do que um triunfo desportivo: representou a semente do basquetebol na cidade, inspirando gerações futuras, enchendo o mítico Campo das Traseiras de jovens apaixonados pela modalidade e criando uma ligação que ainda hoje se mantém viva.
No reencontro, marcado pela emoção e pela nostalgia, foram recordados não apenas os títulos, mas também os valores de amizade, dedicação e espírito coletivo que estiveram na base desse feito. Muitos dos protagonistas estiveram presentes, recebendo o merecido aplauso e reconhecimento de todos os convivas. Do cinco inicial dessa inesquecível equipa do GCF, ficou apenas a faltar António Sotero, que reside em Macau há já alguns anos.
Esta homenagem foi, acima de tudo, um tributo a um grupo de homens que deixou um legado indelével e que ajudou a escrever as páginas mais bonitas da história do basquetebol figueirense e nacional.

VII Torneio das Traseiras – Homenagem ao “4 ideal” (antigos atletas “moçambicanos” do GCF da época 1976/77) – Samuel Carvalho, Luís Dionísio, António Almeida e Eustácio Dias.
Mais uma vez, o Torneio das Traseiras demonstrou ser mais do que um simples evento desportivo: é um símbolo de identidade, tradição e amizade que perdura no tempo, mantendo viva a chama do basquetebol e da memória coletiva da Figueira da Foz.
Já está em preparação a VIII edição do Torneio das Traseiras, que se realizará no fim de semana de 29 e 30 de agosto de 2026!
O VIII Torneio das Traseiras promete animar a Figueira da Foz com muito basquetebol, competição e aquele ambiente único que só quem participa conhece!
Seja para brilhar dentro de campo ou para apoiar nas bancadas, este é o teu lugar. Nos dias 29 e 30 de agosto de 2026, não faltes!



9 Comentários
Manuel Martins Terra
Sem dúvida uma homenagem merecida a quatro magnificos basquetebolistas, que enfrentando todas as dificuldades inerentes a adaptação de uma nova vida em Portugal, aceitaram o desafio dos dirigentes do Ginásio Clube Figueirense e colocaram a Figueira da Foz no mapa, com os títulos conquistados. Uma proeza de vulto, só capaz com a classe de Samuel Carvalho, Eustácio Dias, António Almeida e Luís Dionísio. É uma honra vê -los juntos dando ênfase a este torneio, e marcando presença neste evento desportivo.Parabéns, Campeões.
Fernando Marques
Deviam ter vergonha.! O maior basquetebolista moçambicano de todas os tempos faleceu há meia dúzia dias e ainda nem sequer se realiza ram as cerimónias fúnebres.
Obviamente refiro-me ao grande Mário de Albuquerque., o maior basquetebolista moçambicano de todos os tempos.
Sem ele, provavelmente não existiria Big SLAM
Delfim José
Sem dúvida uma época memorável para a figueira da foz e ginásio figueirense.fica para a história da região e os moçambicanos marcaram a diferença nesse campeonato.parabens mais uma vêz.💪✌️
2luisbatalau@gmail.com
CONHECI BEM ESTES QUATRO MAGNÍFICOS ATLETAS EM MOÇAMBIQUE. ABRAÇÃO
Nelson Barata
Pelas fotos dos craques que postaram, pode ver-se a dificuldade que existia para os jogadores, quer na qualidade dos pisos do terreno de jogo, uns em cimento liso como o pavilhão de Alvalade, que após a fricção nas sapatilhas, desatava a escorregar, os pisos das escolas secundárias em tábua comprida mas, ás vezes com fofos, que dificultavam o controle do batimento de bola, nas tabelas, algumas ainda em madeira, que não davam para colar efeito na bola, na qualidade dos aros a que nos tínhamos que acostumar em questão de minutos, no aquecimento, porque não eram uniformes, uns finos, outros grossos que davam ressaltos esquisitos, muitas vezes longos, que permitiam contra ataques eficientes á equipa que defendia, enfim…
As jornadas duplas de fim de semana sábado á tarde ou noite, seguido do jogo de domingo sempre à tarde, para que os visitantes pudessem viajar de autocarro pelas E. Nacionais, na altura havia a A1 Lx-Porto que acabava em Vila Franca de Xira.
Hoje em dia, alguns dos nossos craques actuais, recusar-se-iam a jogar naquelas condições.
Até o calçado desportivo está a anos luz do calçado que usávamos, normalmente, Converse AllStar, Adidas, Onitsuka Tiger e John Smith. Outros tempos… Saudades…
Samuel Carvalho
Amigo Nelson Barata,
Tudo o que referes neste comentário, tão bem elaborado, corresponde inteiramente à realidade vivida naqueles tempos.
Parabéns pela tua excelente memória e por partilhares connosco estas recordações.
Aquele abraço fraterno!
Béatrice Tugh
Bravo…
Arnaldo Vieira
Boas.
Lá estarei (na Figueira, a 29/08).
Grande abraço a todo estes (e outros) americanos!
BigSlam
Uma homenagem a uma equipa inesquecível, que marcou uma das páginas mais brilhantes da história do Ginásio Clube Figueirense. Mais do que os títulos conquistados, ficaram a amizade, o espírito de grupo e um legado que continua vivo no basquetebol da Figueira da Foz.
Parabéns ao Torneio das Traseiras por preservar estas memórias!