14 Comentários

  1. 14

    Octavio Manuel Gerardo Da Silva

    Lourenço Marques – A Cidade do Feitiço.
    Houve um tempo em que Lourenço Marques era considerada, por muitos, a mais bela cidade de África. Foi profundamente amada pelos sul-africanos, pelos rodesianos e por todos aqueles que se deixaram conquistar pelas suas largas avenidas e por uma vida noturna vibrante, para os estrangeiros, que parecia nunca adormecer.

    Os seus restaurantes, pastelarias, cafés e hotéis de classe mundial eram palco de encontros inesquecíveis. O murmúrio das conversas misturava-se com a suave brisa do Oceano Índico, enquanto a hospitalidade do seu povo fazia qualquer visitante sentir-se em casa. Quem ali viveu ou passou dificilmente esqueceu a magia daquela cidade.

    Lourenço Marques era um sonho vivido de olhos abertos. Era uma cidade onde a modernidade caminhava lado a lado. Com a beleza natural, onde o nascer do sol sobre a baía prometia um futuro cheio de esperança e cada pôr do sol parecia o céu com as cores da gratidão.

    Hoje, ao olhar para trás, permanecem as memórias de uma era dourada. Cada avenida, cada edifício e cada esquina parecem ainda sussurrar histórias de uma cidade que ficou gravada para sempre no coração daqueles que a conheceram. Foi, sem dúvida, uma verdadeira Pérola do Índico.

    Muitos chamavam-lhe “A Cidade do Feitiço e do Feiticeiro.” A expressão era repetida por uns como elogio ao encanto irresistível da cidade e por outros como uma curiosidade popular. Mas, para mim, esse “feiticeiro” ganhou um significado diferente com o passar dos anos.

    Hoje compreendo que os maiores perigos nem sempre chegam de forma ruidosa. Muitas vezes entram silenciosamente nas nossas vidas, disfarçados de promessas, de divisões, de ideologias, de ambições ou da simples indiferença. Enquanto sonhávamos alto, construíamos famílias, trabalhávamos e acreditávamos que o amanhã seria sempre melhor, deixávamos de prestar atenção aos pequenos sinais. Não encontramos tempo para ouvir os nossos irmãos para dialogar mais profundamente ou para proteger aquilo que dávamos como garantido. E, enquanto isso, o “feiticeiro” nunca deixou de fazer o seu trabalho.

    Os paraísos não desapareceram de um dia para o outro. Desfazem-se lentamente, quando deixamos de cultivar os valores que lhes deram vida: a liberdade, o respeito, a responsabilidade, a união e o amor pela nossa terra e pelo próximo.

    Hoje, Lourenço Marques já pertence à história. A cidade mudou de nome, as gerações mudaram, e o tempo seguiu o seu curso. Mas ninguém poderá apagar as recordações daqueles dias luminosos, nem o sentimento profundo de quem ali encontrou felicidade.

    As cidades transformam-se. Os impérios desaparecem. As fronteiras mudam. Mas as lições permanecem para quem as quiser aprender.

    E talvez a maior de todas seja esta: não basta construir um paraíso; é preciso cuidar dele todos os dias. Porque aquilo que não protegemos acaba, inevitavelmente, por se perder.

    Lourenço Marques viverá para sempre na memória daqueles que a amaram; não apenas como uma cidade, mas como um símbolo de uma época em que parecia possível sonhar sem limites.

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  2. 13

    Nelson Barata

    Após a descrição histórica da origem do meu berço de nascimento, verifica-se que até para que fosse nossa terra, houve dificuldades e originou uma decisão histórica.
    Contudo, aquilo que me apraz registar, é a simples e arejada concepção arquitetónica e paisagista da minha cidade.
    Não há nada que nos possa enganar, entre montanhas de árvores de vários tipos na sua maioria, acácias e jacarandás, montadas em passeios cimentados, relativamente largos, onde os putos como eu, jogavam futebol de buracos, montavam-se aros de barril com cestas de cebola, para praticarmos o desporto nº1 de Moçambique, existiam grandes jardins bem cuidados, com vivendas também bastante arborizadas, a modernidade, trouxe-nos a construção em altura.
    Os pequenos arranha céus que surgiram na baixa e nas avenidas que longitudinalmente atravessavam a parte central da cidade, concebidos de forma a não complicarem o estacionamento, a maior parte deles eram obrigados a possuir estacionamento subterrâneo, os quarteirões eram quarteirões eram polígonos perfeitos e por isso mesmo, quem queria ir para a baixa descia e quem queria vir para a alta subia, nada mais elementarmente simples.
    Há outra coisa que estranhamente vim a constatar chamam a Pretória a cidade dos jacarandás mas á data em que saí de LM penso que esse epiteto seria nosso. Era a joia da Africa Oriental.
    Abraço e saúde para todos vós.

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  3. 12

    Manuel Martins Terra

    Fico com a sensação de que todas as palavras são escassas para classificar a beleza e o fascínio da então cidade de Lourenço Marques. Todos nós guardamos gratas recordações daquela terra encantadora, com enorme carinho, por gerações que viveram a leveza da juventude num cenário paradisíaco. Hoje somos apenas testemunhos de um tempo que já não existe, sabendo que os lugares mudaram de nomes, os ritmos da cidade são outros e para nós ficará para sempre a dor da ausência e o silêncio do tempo que não volta. Adeus ó cidade, que continuará a existir em quem nela viveu. Parabéns pelos 151 anos, que acabaste de celebrar.

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  4. 11

    nino ughetto

    Parabens falecido Lourenço Marqques terra da minha vida .Nào vou repetir, pois o que eu queria dizer esta escrito Por Samuel Carvalho O que poço dizer à mais é qque vivi no Paraiso Mas começo a acreditar qque foi so um sonho

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  5. 10

    Antonio Soeiro

    Parabéns a Lourenço Marques a cidade mais bela em toda a África!

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  6. 9

    Armindo Matias

    Não foi preciso muito tempo para ficar encantado com essa cidade. Bastaram dois anos. Já com emprego assegurado quis o destino que eu tivesse de regressar à Metrópole. Entretanto deu-se o 25 de Abril e assim me livrei à situação de Retornado.
    Mas dou comigo a pensar como o destino dessa maravilhosa cidade poderia ter sido diferente, com benefício legítimo para aqueles que a construíram que lá nasceram e que lá viveram…
    O tsunami das independências acabou por atingir todo o continente africano provocando o atraso civilizacional que todos conhecemos… E compreendo a dor insuportável daqueles lá deixaram tudo, não só os bens materiais mas a própria alma.
    A esses costumo recomendar que se foquem no privilégio de terem vivido num paraíso, aqui na terra. Saudações para todos.

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  7. 8

    João Costa

    Muitos parabéns á cidade das acácias que fez de mim homem.

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  8. 7

    Carlos Guilherme

    Meu berço, minha Cidade Feitiço.
    Vivi no Prédio Funchal, actual Hotel Rovuma, até casar, nonº 1101. Também aí vivia o nosso Quim Neves. O pai dele era da Força Aérea e nesse prédio, mesmo ao lado da Catedral funcionava a messe de Oiciais da FAP. Fui feliz aí assim como noutros pontos em que morei parque, em Lourenço Marques podíamos ser felizes em qualquer ponto da cidade

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  9. 6

    2luisbatalau@gmail.com

    PARABÉNS LOURENÇO MARQUES, CIDADE LINDA, ONDE VIVI E ME LICENCIEI. NASCI EM NAMPULA, SOU MACUA MAS SEMPRE AMEI A CAPITAL. KANIMAMBO

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  10. 5

    Carlos Pacheco

    Hoje também me sinto de parabéns…
    Kanimambo!

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  11. 4

    Rui Conde

    A minha cidade também. Onde cresci e me fiz homem!! Saudades!

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  12. 3

    Luis Russell Vieira

    Parabéns, querida Lourenço Marques. Durante algum tempo anda terás alguém para te dar os parabéns, inteiramente merecidos e com verdadeiro amor.

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  13. 2

    Samuel Carvalho

    Lourenço Marques foi a cidade que me viu crescer e onde vivi alguns dos anos mais felizes da minha vida. Guardo memórias inesquecíveis das amizades da malta do bairro da J. Serrão, dos tempos do basquetebol no CFM, dos domingos passados na praia a jogar futebol ou voleibol e das festas de sábado à noite. São afetos, momentos e saudades que o tempo jamais conseguirá apagar.
    Parabéns pelos 151 anos à nossa eterna “cidade do feitiço”!

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  14. 1

    BigSlam

    Parabéns a Lourenço Marques pelos 151 anos que hoje celebra!
    Lourenço Marques foi verdadeiramente a cidade do feitiço: bela, cosmopolita, acolhedora e cheia de vida. A sua baía, as largas avenidas, os jardins, os cafés e a diversidade das suas gentes deram-lhe um encanto único, que permanece vivo na memória e na saudade de todos os que tiveram o privilégio de a conhecer.

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