11 Comentários

  1. 10

    carlos costa

    Tinha 11 anos na altura, lembro-me perfeitamente deste desastre. Sempre que atravessei de batelão , lembrava me disso.

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  2. 9

    rui shirley de oliveira

    Eu cheguei a Lacerdónia,cerca de duas horas aós o acidente. e de facto havia uma movimentação diabolica.
    Tive d e volrtar para trás e ir para Mutarara.Pelo que eu conhecia daqauel batelão,julgo que houve um excesso de carga.
    Mas,enfim agora não vale choarar sobre o leite derramado..

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  3. 8

    João Meireles

    Foi, de facto, uma grande tragédia. O batelão não estava concluído e os militares estavam já há cerca de quinze dias para passar o rio. Para além de nós, estava também um circo que queria passar à nossa frente e que o nosso comandante não autorizou por estar a haver já falta de mantimentos. Recordo todos os momentos como se fosse hoje. Na altura, eu e o companheiro que está à minha esquerda na 2ª foto, fomos os primeiros a chegar à ilha. Primeiro cheguei eu e não vi ninguém. Pouco depois chegou o meu companheiro e juntos começámos a recolher os colegas que passavam a boiar e que se encontravam com vida. Conseguimos apanhar uns 4 e depois apareceram outros trazidos pelos pescadores. Recordo-me também de começar a ouvir um companheiro que se encontravam noutra ilha a uns cinquenta metros a dizer que se tina safado porque agarrou se a uma viola que lhe parcia ser do Meireles. Sem pensar, atirei-me ao rio e nadei até lá. Era a minha viola que tinha comprado com muito custo e que havia acabado de salvar um antigo colega de escola também chamado João. Voltei a nadar para a 1ª ilha onde os companheiros já estavam a fazerem fogueiras para se aquecerem. De seguida os pescadores disseram-nos que tínhamos que avisar os militares que se encontravam no destacamento de Mopeia e depois de nos explicarem, resolvi ir com eles pensando que era uma coisa fácil, mas não foi. Primeiro tivemos que ir numa almadia mais ou menos 40 minutos e depois correr cerca de 1 hora.
    Ao chegarmos ao destacamento, ao principio os militares desconfiaram, depois mandaram-me para um quarto e foram ao quartel dar conhecimento ao comandante que de seguida veio ter comigo para um grande interrogatório. Seguiram-se os procedimentos.normais.
    Apesar de não ser uma situação agradável, considero importante falarmos no assunto para se ir esclarecendo pormenores. Felicito o João de Sousa e o Samuel por esta iniciativa.

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    1. 8.1
      BigSlam

      BigSlam

      Caro João Manuel Alves Meireles, tu mais que ninguém soube como tudo se passou, pois foste um dos sobreviventes deste terrível desastre. Grato pelo teu testemunho que veio enriquecer este artigo.
      Aquele abraço e vamos-nos vendo por aqui no nosso “Ponto de Encontro!” – http://www.bigslam.pt

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  4. 7

    Ernesto Silva

    Um dia muito triste para a minha geração, nesse naufrágio de triste memória ficaram vários jovens da minha geração. Eu iniciei no ano seguinte, 1970, a minha instrução militar em Boane, depois de aí efectuar a recruta fui colocado no Batalhão de Instrução e Depósito (BID) em frente ao Hospital Militar onde realizei a minha especialidade, ainda passei cerca de um mês já na Intendência na R. de Nevala tendo daí sido colocado em Cabo Delgado (Meluco), onde realizei a minha comissão no Norte tendo voltado ao BID onde seria passados meses desmobilizado ainda em 1973. O João Meireles conheci bem, jogava eu em júniores no SNECI e ele no Desportivo. Que os nossos camaradas que ficaram nessa trágica travessia, estejam em paz.

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  5. 6

    manuel.jesussilva@hotmail.com

    Assisti á saída da coluna em L.M, tinha na altura 18 anos.

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  6. 5

    Domingos Vilas Boas Jardim

    Nessa altura, eu encontrava-me, em diligência militar, na 2a Companhia de Enhenharia, destacada no Luângua, distrito do Niassa, na construção das duas maiores pontes metálicas, construídas pela Engenharia Militar, em todo o Território Nacional, até hoje. Todos nós, miltares, incluindo o comandante da Companhia, ficámos muito consternados com tão horrível acontecimento.

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  7. 4

    A. Luís Ferreira.

    Recordo perfeitamente este trágico acidente. Na altura encontrava – me ainda a prestar serviço militar em Nampula e precisamente no Comando Chefe, o qual se situava a saída da cidade e na estrada que seguia para António Enes.

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  8. 3

    Manuel da Silva

    João, tocáste num tema que muito me sensibiliza. Tomo as palavras do Rogério Carreira como minhas, sobretudo no gesto dos três irmãos … só quem não sentiu problemas semelhantes … eu também passei por alguns grandes surtos. Podem lê-los aqui:

    https://sites.google.com/view/vila-pery/

    Peço desculpa por usar o BigSlam para os divulgar. Contudo, faço-o com muita humildade.
    Um abraço ao João, Samuel e demais que trazem a nós memórias de tempos que já lá vão mas que merecem ser recordados. “Aqueles que por obras valerosas se vão da lei da morte libertando”, foram as palavras que Luís Vaz de Camões usou para definir aqueles que pelos seus feitos jamais serão esquecidos, escapando assim da “lei da morte”, ou seja, do esquecimento.

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  9. 2

    José Luciano

    Muitos recordarão este triste acidente. Outros já se esqueceram e alguns nem tomaram
    conhecimento desta terrível desgraça Além do excesso de militares que transportava o “batelão” ninguém conseguiu explicar o que aconteceu. Recordemos com saudades as almas perdidas e aos religiosos que rezem por aqueles nossos amigos que perderam a vida ao serviço
    da nação e dos seus habitantes. Recordemos os infelizes, com verdadeira saudade.Recordemos os seus familiares, com sincero pesar.

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  10. 1

    Odete Almeida

    😪Recordo-me bem dessa notícia,foi um dia de aniversário triste. Vinda do Limpopo estudava em L.M.Todos os jornais da Capital e as pessoas falavam disso.O Meirelles,quem não o conhecia? Um rapaz loiro,de bom porte e bom atleta,era um dos que engrandeceu o desporto em Moçambique!

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