UMA DATA NA HISTÓRIA – Associação dos Velhos Colonos de Moçambique… UM SÉCULO!
A Associação dos Velhos Colonos nasceu em 28 de Junho de 1919, com a primeira reunião que um grupo de velhos colonos efectuou no Salão Nobre da Câmara Municipal, na qual ficou expresso os fins a que se destinava a mesma, assim designados: Proteção e auxílio, material e moral, aos sócios e seus filhos, construção de um Mausoléu ou Ossário no novo Cemitério, criação de uma Caixa Económica e a fundação de um jornal.
A Associação foi formada por colonos com mais de 25 anos de residência na Província, considerados fundadores; por colonos que tivessem completado 21 anos de residência na Província, como sócios ordinários, e incluindo os filhos de colonos sócios, residentes na Província; os naturais de Moçambique de cor, considerados civilizados de maior idade.
O Governador-Geral, que era nessa época o Doutor Manuel Moreira da Fonseca, deu à Associação todo o seu apoio e carinho. Como reconhecimento, a Associação fê-lo Sócio Honorário desde o início. A Associação dos Velhos Colonos foi fundada por 70 colonos portugueses e estrangeiros.
A Associação dos Velhos Colonos incluía uma Mansão criada para recolher os velhos colonos de ambos os sexos que viviam na indigência e que, pela sua avançada idade e longa permanência na Província, estivessem fisicamente incapacitados de, pelo trabalho, angariarem os meios de subsistência.
Era dotada de espaços para a fotografia e leitura bem como para a prática de diferentes modalidades desportivas, com especial destaque para a natação.
A Associação dos Velhos Colonos foi fundada no dia 28 de Junho de 1919. Comemora hoje um século.
- A Sede da Associação dos Velhos Colonos de Moçambique situava-se no local das actuais instalações da Faculdade de Educação Física e Desporto da Universidade Pedagógica. A Mansão estava localizada onde hoje é a Sede do Ministério do Género, Criança e Acção Social.
João de Sousa – 28.06.2019
10 Comentários
Maria Estella Queirós
Não poderíamos seguir este exemplo nas nossas freguesias e concelhos, conferindo dignidade a quem já contribuiu para a sociedade, desviando jovens de caminhos duvidosos, educar para a cidadania e bem comum?
O testemunho de vidas vividas poderia incutir saber nos mais novos e respeito pelos mais velhos, muitos deles ainda com muito para oferecer à sociedade que os ignora e rejeita, contrariando os irmãos Cohen e mostrar que este mundo também é para os “velhos”!
António Amorim Lopes
Parabéns a quem fez um excelente trabalho do que foi a Associação dos Velhos Colonos em Lourenço Marques, Moçambique.
Conheci bem a magnífica Colectividade que foi muito proveitosa tanto para crianças, como para jovens, para adultos, mas principalmente para idosos.
Ainda bem, pois assim as gerações mais novas ficam a conhecer como se trabalhava em Moçambique, no caso vertente, para ajudar os habitantes de diversas faixas etárias.
Fui Maquinista dos Caminhos de Ferro de Moçambique e continuo a ter imensas saudades daquela “feiticeira” e benigna Terra.
Henrique Taveira
Ainda conservo o cartão de sócio. Não falhava um Domingo dançante.Foi aqui que se realizou o Copo D`água do meu casamento que dura até hoje e já lá vão 55 anos. Bons Tempos.
Maria Graça Pereira
Só tenho boas recordações da piscina porque quando tínhamos furos nas aulas do liceu lá ia eu e a minha companheira inseparável Maria da Graça Ferrinho V Valente, a qual era sócia dos Velhos Colonos e eu entrava com ela clandestinamente, com a artimanha de ela empatar o porteiro com grandes cumprimentos e eu esgueirava-me lá para dentro para dar uns mergulhos!!! Que bom era!!! 😄😄😄😄😄😄😁😁
Lourdes Costa
Eu morava na Rua Princesa Patrícia, perto dos Velhos Colonos, eu e os meus irmãos frequentavamos estas instalações, a minha irmã mais nova Graciete Almeida era aluna do Sr. Matos e chegou a ser campeã distrital de natação em infantis e a minha avó foi utente do Centro, belos dias que eu passei no parque infantil, boas recordações.
Helena Maria Barata Correia Barreira
Que saudades! Aqui aprendi a nadar com o Sr. Matos e o Sr. Sampaio, dos 6 aos 10 anos (1964/1968). Morava em frente à Escola Industrial. Bem-hajam!
Manuel Martins Terra
Conheci bem as instalações da Mansão dos Velhos Colonos, através de uma minha prima que era enfermeira na instituição. Para além da sua componente social, que prestavam cuidados médicos e alimentação a aqueles que no início do século XX, ajudaram a desbravar os caminhos do progresso , verdadeiros heróis que contribuiram com as suas forças e saber para a edificação de uma das mais bonitas cidades do continente africano, detinham ainda a sua Associação dos Velhos Colonos, com um longo historial na prática da natação. Possuiam um linda Biblioteca e, um espaço destinado a expositores. No seu salão de festas, tinham lugar tardes dançantes, que animaram muitas gerações e ja depois do 25 de Abril, paricipei no seu salão , em várias sessões de bingo.Alegra-me o facto das suas instalações estarem bem conservadas, apesar da conjuntura moderna dada a traca antiga.
Margarida Mota
Onde aprendi a nadar com o Prof.Matos. Saudades!
José António Oliveira
Obrigado, fico satisfeito por saber um pouco sobre a associação. Em Lourenço Marques morámos na Afonso de Albuquerque a dois ou três quarteirões da piscina onde aprendemos a nadar penso que nos anos de 67/68/69/70, lembro-me que o professor Matos, e as medalhas que ainda temos. Obrigado pela recordação
Manuel da Silva
Obrigado João!
João de Sousa é considerado o “The Voice” da Rádio Moçambicana. Figura ímpar no meio jornalístico desportivo radiofónico e de quem muitos de nós guarda gratas recordações. Eu sou um deles! Só tu João poderias fazer uma descrição tão bem fundamentada da Associação dos Velhos Colonos da antiga cidade de LM, cujas instalações conheci muito bem, porque morei nessa zona (Rua dos Aviadores e Av. 24 de Julho)
Continua João e parabéns!