7 Comentários

  1. 6

    ABM

    Sam, três notas:

    1. o o antigo edifício da Fazenda/Finanças a que referes é desde 1975 o Gabinete do Primeiro-ministro. Penso que em tempos alojou outros ministérios, creio que Negócios Estrangeiros. Que depois mudou-se para aquela estrutura paquidérmica construída ao lado pelos amigos chineses. onde antes eram umparque com um lagozinho artifical (se te lembrares).

    2. Cuidado com o que lês na internet, as pessoas copiam o lixo umas das outras e depois dá nisto, és enganado. O episódio do tal Governador do Presídio, Dionísio Ribeiro ocorreu em 1833, não 1883. Em 1833 Gungunhana nem sequer existia e o linchamento do desgraçado do Dionísio terá ocorrido (segundo Galvão e Carlos Selvagem) na Ilha da Grande Xefina. O ataque teve que ver com uma mistura de enorme instabilidade tribal na altura, com os zulu a invadirem e conquistarem tudo `sua frente até chegarem a Tete, e os swazi a matarem tudo o que lhes aparecia à frente. A guarniçãozinha portuguesa levou por tabela. Adicionalmente, houve uma enorme seca na década de 1830-1840 e morreram montanhas de gente da fome. Foram anos de enorme caos, violência e instabilidade.

    3. Mais grave é essa cena da árvore. A árvore nem sequer existia em 1834. De facto, toda a área em redor do presídio estava e era mantida limpa pois fazia parte da estratégia militar na altiura manter um campo de visão tão longo quanto possível para ver o inimigo o mais depressa e mais longe possível, como essa área fazia parte da área de “campo de tiro” dos canhões, que tinha regras muito específicas, tais como “não deixes crescer uma merda duma árvore mesmo em frente ao teu canhão”. Ter uma árvore a 10 metros do lado poente da fortaleza, junto à entrada principal, é ….enfim, para rir. Adicionalmente, tenho “n” fotos da época do presídio e nunca vês nelas a tal de árvore. Nem uma. Imagino que para enganar turista maburro e moçambicano mal informado, a história tenha a sua piada, ainda por cima é sobre os “resistentes nacionalistas” a “derrotar o colonialista”. Só que é quase tudo inventado. Basta ler as fontes originais.

    De resto, excelente como sempre. Abraço, ABM

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    1. 6.1

      BigSlam

      Caro amigo ABM, grato pelo teu comentário com informações históricas que esclarecem e enriquecem algumas notas do artigo em questão.
      Aquele abraço e aparece sempre neste nosso “Ponto de Encontro!” – http://www.bigslam.pt

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  2. 5

    Delfina Ode

    Hermoso reportaje, lindos recuerdos de ese lindo país. Gracias por compartir

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  3. 4

    Candido Azevedo

    Samuel essa reportagem trouxe-me lágrimas aos olhos … e estive lá pela 3ª vez há 4 anos atrás… mas é a nossa Moçambique. grande abraço

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  4. 3

    mahalucane

    muito lindo. esse e o nosso mocambique

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  5. 2

    Maló Destino

    Linda reportagem! Obrigado por partilhares connosco (y)

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  6. 1

    Amália de Almeida

    SÓ O “BIGSLAM” me faz sorrir ao recordar a nossa adorada terra. Muito Obrigada SAMUEL!!! BEM HAJAS!!

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