17 Comentários

  1. 17

    arnaldopereira.ai@gmail.com

    Belas recordações.
    Como referiste, e bem, o conceito de “férias” era, para nós em Lourenço Marques, completamente diferente daquele que sempre aconteceu (e acontece) por cá, no Portugal continental (para nós, lá, a Metrópole). Porque em qualquer altura do ano, particularmente no Verão moçambicano, as idas à praia eram uma prática da esmagadora maioria da população aos fins de semana. Se não ficavam todo o dia, saíam no final da manhã… porque à tarde era a ocasião do “passeio dos tristes” em frente ao Zambi, na marginal!!!
    Foi mais uma viagem no tempo, aos nossos “bons velhos tempos” vividos naquela esplendorosa cidade de Lourenço Marques.
    E, sim… como muitos já aqui manifestaram, revivi momentos de felicidade pura e alegria sem limites, enquanto li este texto.
    Obrigado João, por mais esta pérola!!
    Aquele abraço
    Quim

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  2. 16

    Orlando Valente

    Orlando Rodrigues Valente

    Caro Joao santos Costa, o texto descrito sobre Mocambique que o meu amigo tao bem apresenta, transportou-me para um sonho realista, vivido num paraiso terrestre chamado MOCAMBIQUE. Falar da vida que esta terra nos proporcionou, seria maravilhoso que ao pensarmos nela, fechassemos os olhos… sim fechassemos os olhos e deixarmo-nos embalar pela magia, pela beleza, daquela cidade (Lourenco Marques} que nos viu nascer, onde crescemos, onde os nossos filhos tambem la nascveram e cresceram.Nao vou descrever os momentos tao felizes, os Natais, as festas, os amigos verdadeiros que connosco conviveram, na familia que a mesa rezava antes da refeicao… das praias, do sol, das estrelas, dos batuques. dos cantares das cigarras…e aquele paraiso em que vivemos, ficou em nos e na alma… hoje, olhando para o mundo que nos rodeia, a tristeza nos invade… sim, estamos num outro mundo, onde as estrelas deixaram de brilhar… onde as acacias floridas, as castanhas assadas pelas mamanas, o silencio dos batuques o cantar das cigarras… as cantigas dedicadas aquela terra abencoada… sim, tudo o vento levou para jamais REGRESSAR…

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  3. 15

    Nitin Parshotam

    Conterraneo Joao , obrigadissimo pelo tracar duma vida saudavel e pacifica em Lourenco Marques ….once classes sociais urbanas nao se distinguiam nem na separação de etnias, alem e claro daqueles que necessitavam de uma caderneta para permanecer na cidade após o por do sol. Mesmo assim a tecelagem de um bem estar social e inigualável na “metrópole” que em si própria, como o Joao diz, tem muito para oferecer. Saude. Kanimambo.

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  4. 14

    Augusto Martins

    Estimado Relator de uma realidade inesquecível, felizmente.
    Realmente fomos previligiados com a possibilidade de podermos avaliar (por comparação) como deve ser óptimo viver no paraíso .
    A nós, só foi possível estarmos perto.
    Grande abraço a todos e, a ti, obrigado pela viagem que acabei de fazer.

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  5. 13

    nino ughetto

    Nào, nào nào quer dizer nada.. Quando vi o que foi L.Marque e vejo o abandono actual !!!!! que poderemos dizer mais ?????

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  6. 12

    Marilia Manuela Ventura Nunes Marques

    Bonito texto! Obrigada por me fazer recordar essa bela Lourenço Marques, que jamais esquecerei! Os odores, as cores, as paisagens a perder de vista, o sol, a areia e sobretudo o mar, onde mergulhava sem nunca mais dele querer sair (até a pele dos dedos ficava encarquilhada).
    E as avenidas? Rasgadas por engenheiros com visão e adornadas pelas acácias de flores lindíssimas, que nos ofereciam a sua preciosa sombra.
    Os cinemas e teatros também faziam parte da nossa meninice. Assisti a bons filmes, em salas equipadas com colunas, de onde se ouviam os sons de grandes orquestras. Os ecrãs em cinemascope.
    As virgens de barco à Metrópole por seis meses (o meu pai, funcionário do BNU acumulava o direito a férias). Os passeios às praias e jardins, como o Vasco da Gama, ao cais, para ver os barcos chegar e partir. Os passeios a Komatiport para comer sorvetes e chocolates. As idas em comboio à África do Sul, onde se passava a noite.
    Tantas saudades das colegas do colégio D. António Barroso, da escola Rebelo da Silva e do Liceu D. Ana da Costa Portugal.
    Saudades do odor a África!

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  7. 11

    João Manuel Oliveira Varandas

    Todos eramos felizes e não sabiamos……………

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  8. 10

    Dulce Gouveia

    Boas recordações João!
    A maioria de nós passou por tudo isso….não precisávamos de muito para sermos felizes.
    A nossa vivência em Lourenço Marques foi o nosso paraíso.
    Bem hajas por nos recordares desses bons velhos tempo!

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  9. 9

    Eduardo Serrano

    Exactamente assim amigo João. Que bom nos fazeres recordar esses tempos. Hoje nada é igual. Digam o que disserem no nosso tempo era tudo muito melhor. Apesar das dificuldades da época.
    Um abraço.

    Responder
  10. 8

    josé carlos alves da silva

    Mto obg João, relembrar estes tempos perdidos. Não voltam mais. Ficam as saudades. Abraço

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  11. 7

    Ricardo Quintino

    Os bons velhos tempos da minha mocidade dos finais dos anos 50 a meados dos 60, porque a partir daí foi o serviço militar de 1964 até 1967 e a seguir a vida profissional até à retirada forçada no pós 25 Abril.

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  12. 6

    2luisbatalau@gmail.com

    OBRIGADO CARO AMIGO POR ESTA DESCRIÇÃO AO PROMENOR SOBRE AS FÉRIAS EM LOURENÇO MARQUES.
    TAMBÉM FUI MUITAS VEZES A ESTAS PRAIS E TAMBÉM MAIS ACIMA PERTO DA COSTA DO SOL,NAS MARÉS VAZIAS JOGAR FUTEBOL. ABRAÇO
    LUIS BATALAU

    Responder
  13. 5

    Raul

    Muito bem João,
    Bela recordação. Gostei muito da frase “Na adolescência nunca precisei das férias tal como hoje são apresentadas.” Grande verdade. Havia um equilíbrio na nossa vida e não era necessário esperar pelas férias para repor a nossa energia.
    Grande abraço.

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  14. 4

    Carlos Guilherme

    Como eu me revejo em tudo o que aqui é dito! …
    Fomos todos ricos pela bela vivência que tivemos naquela magnífica terra.
    Bem hajam todos pelo saudosismo positivo que só nos faz bem à alma. Kanimambo.

    Responder
  15. 3

    Manuel Martins Terra

    Caro amigo João, gostei desta tua resenha sobre a forma intensa como eram vividas as férias da nossa juventude em Lourenço Marques. Recordo que de calção vestido, t shirt, chinelos e toalha ao pescoço, apanhávamos o machimbombo 17 , e desciamos na paragem do Miramar. Ao domingo, era o dia consagrado para a deslocação com a família, onde passávamos o dia na praia,e o regresso era praticamente ao anoitecer. Lembro-me bem daquelas “futeboladas” desenroladas quando a maré começava a vazar, com muitos futebolistas federados a marcatem presença, e os perdedores pagavam o repasto no Restaurante Dragão de Ouro, hoje já demolido. Recordaste e bem, as nossos raides que não passavam para o interior do Parque de Campismo, para o diálogo com as “bifas”, tentando tirar proveito daquele pequeno dicionário de bolso, aprendendo palavras chaves de inglês prático, e quando vinha o engasgo, lá se soltava o pratico yes. Tudo terminava com uma gargalhada geral, num ambiente de descontração. Que saudades das nossas idas às matinés, usufruindo do bilhete estudante . Saudades, dos aniversários de grupo, que tinham lugar na Cervejaria Nacional, na Av. Paiva Manso, onde degustavamos vagarosamente o bem servido bitoque, e às escondidas lá iamos bebendo umas louras Laurentinas, para nós um simbolo da emancipação e no exterior os mais atrevidos iam puxando de um LM, e a fumaça a soar a um ar de liberdade. Junto à Rotunda da Taça Luminosa, uma ligeira paragem no quiosque da Socigel, para sorver um delicioso gelado. Enfim, João, tantas recordações daquela terra fascinante, que felizmente ainda as retemos na mente e tanto gostamos de as citar. Caro João, boas férias e saúde, e um grande abraço do amigo Manel.

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  16. 2

    Samuel Carvalho

    Férias em Lourenço Marques… eram dias cheios de sol e despreocupação, entre mergulhos no Índico, passeios na marginal e os gelados que sabiam melhor do que qualquer outro.
    Foram tempos de alegria simples, em que bastava uma toalha na areia e uma bola para ser feliz. Recordar essas férias é como abrir um álbum da alma, onde cada fotografia tem o som das cigarras, o sabor do camarão grelhado e a ternura dos reencontros em família ou amigos. Saudades boas, que nunca se apagam.

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  17. 1

    BigSlam

    Recordando as férias em Lourenço Marques… Sol, mar, memórias e saudades que não se apagam.

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