GEP: A Tropa de Elite Portuguesa Esquecida em Moçambique
Manuel da Silva é antigo oficial miliciano do Exército Português e engenheiro eletrotécnico, formado pela Universidade de Coimbra, sendo particularmente conhecido pelo seu testemunho sobre a Guerra Colonial em Moçambique.
Carreira militar
Serviu como Alferes Miliciano de Infantaria em Moçambique, entre 16 de julho de 1972 e 1 de novembro de 1974, num total de 2 anos, 3 meses e 15 dias.
Durante esse período, foi comandante do Grupo de Combate GEP 008, o oitavo dos 12 Grupos Especiais Paraquedistas formados em Moçambique, tendo atuado nas províncias de Tete, Sofala e Manica.
Quando iniciou a comissão militar, em 16 de julho de 1972, tinha 22 anos, 10 meses e 18 dias. Quando terminou, em 1 de novembro de 1974, tinha 25 anos, 2 meses e 3 dias.
Formação e percurso profissional
Após o seu percurso militar, seguiu a carreira de engenheiro eletrotécnico, com formação académica na Universidade de Coimbra.
“KAPALAUTSI” — Memórias de Guerra
Manuel da Silva é autor do livro “KAPALAUTSI”, no qual relata, em pormenor, as suas memórias enquanto combatente em Moçambique.
O relato estabelece uma ligação particularmente marcante entre dois momentos da sua vida: começa na infância, em Kapalautsi, e conduz-nos ao seu regresso ao mesmo local, cerca de dez anos depois, já como militar e em plena guerra.
O BigSlam publicou um artigo dedicado ao livro e às memórias nele relatadas. Se quiseres ver ou adquirir o livro, clica na imagem seguinte:
Origens e ligação a Moçambique
Nasceu em 1949, em Casais do Porto, freguesia do Louriçal, concelho de Pombal, em Portugal. Em 1960, ainda criança, emigrou com os pais para Vila Pery, atual Chimoio, em Moçambique.
Anos mais tarde, regressaria àquelas terras como militar, vivendo de perto alguns dos momentos mais difíceis da Guerra Colonial.
Com as suas tropas, celebrou no terreno o 25 de Abril de 1974 e, após os Acordos de Lusaka, que estabeleceram os termos para a independência de Moçambique, passou de uma situação de combate para a confraternização com antigos adversários e para o estabelecimento de entendimentos locais de paz.
Desde 1988, reside em Macau, Região Administrativa Especial da China.

Manuel da Silva



Um Comentário
BigSlam
Um testemunho de grande valor histórico e humano, que ajuda a preservar a memória de uma geração e de um período marcante da nossa história em Moçambique.
Parabéns, Manuel da Silva, pela coragem de recordar e partilhar estas memórias.
Há histórias que não podem ser esquecidas!