2 Comments

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    Nuno Narcy

    Caro Sam.

    Sabes melhor do que eu, que “normalmente” não tenho intervenção nos comentários às mais diversas matérias publicadas neste teu/nosso fantástico Bigslam.

    Deixa-me, antes de tudo, expressar aqui, as minhas condolências e solidariedade ao nosso amigo CASQUINHA, pelo recente desaparecimento físico da sua MÃE. Mandei-lhe um SMS, mas, não tendo obtido resposta, presumo que não tenha recebido. Aqui fica o meu abraço ao CASCA.

    Tendo sido um dos intervenientes, e de acordo com as tuas instruções, atrevo-me agora a recorrer àquilo que vai restando na memória, para dar o meu contributo.

    A fotografia foi captada num dos teus/nossos saudosos Encontros da Figueira. Por sinal, o único em que me fiz presente. Concretamente, em 2006.

    Identificando as ilustres figuras:
    Em cima – Zeca Parente, George Sing, Eustácio Dias, António Araujo, Tam Ling, ?, Armindo Costa e Alexandre Franco.
    Em baixo – Samuel Carvalho, Sousita e António Almeida.

    Quando a primeira Selecção de Basquetebol de Moçambique se estreou, na noite de 25 de Junho de 1975 (dia da Independência), em jogo com a Selecção da Zâmbia no pavilhão do Sporting, do grupo fotografado, não fizeram parte dessa Selecção, o Zeca Parente e o Eustácio Dias. Hoje, penso que terá existido a pretensão de, na altura, formar uma Selecção “políticamente correcta” (designação actual que era desconhecida naqueles tempos).
    Já agora, recordar a composição dessa primeira selecção: Alberto Correia Mendes (seleccionador nacional), Alexandre Franco (seleccionador adjunto), Sousita (coordenador), Sebastião (roupeiro) e os seguintes jogadores: Armindo Costa (capitão), Tam Ling, George Sing, Samuel Carvalho, António Almeida, António Araujo, Artur VanZeeler, Beto Correia Mendes, Helder “China Malaio”, António Marreiros (da Beira) e João Domingues (de Quelimane, e não o Joãozinho do Malhanga que também é Domingues).

    A título de curiosidade, a ideia desta fotografia surgiu porque, em conversa de ocasião, alguém se apercebeu que nesse encontro da Figueira estavam presentes 10 dos 12 jogadores que integraram a segunda Selecção de Moçambique que, em Outubro de 1975 se deslocou à Zambia para a comemoração de um aniversário da Independência daquele País, acompanhada também pela Selecção de Futebol. Porque só aparecem 8 na fotografia? Porque o Paulo Carvalho e o Luís Dionísio, também presentes nesse encontro, nunca explicaram porque não estão na fotografia!!!!!. Os restantes 2 em falta, são o Belmiro Simango (a residir em Moçambique), e o Zé Cardoso (“franjinhas” do Malhanga, que , tanto quanto posso saber, reside no Reino Unido). Esta segunda Selecção teve a Direcção Técnica dos saudosos Eduardo “Becas” Branco e Fernando Fernandes. Dirigente???, O famoso Lima “fadista” da Académica.

    Lembro-me que num dos 3 jogos realizados na Zâmbia, o Paulo fracturou um dedo de uma das mãos. Mas o episódio mais caricato dessa digressão aconteceu nos momentos que antecederam o início do primeiro jogo. Com as duas equipas perfiladas no centro do campo, foi entoado o Hino Nacional da Zâmbia. O Hino de Moçambique? Não se fez ouvir. O João de Sousa que tinha acompanhado as Selecções para fazer a respectiva cobertura radiofónica, esquecera-se de levar a cassete com a gravação do Novo Hino. Alternativa?. Pôr os jogadores a cantar o Hino. Quatro meses após a Independência, que sabia o Novo Hino?. Ninguem. O episódio deu lugar a uma gargalhada geral no seio dos jogadores perfilados, porque alguém terá perguntado: porque não cantamos o Herois do Mar (todos sabiam)?, Os “gajos” (Zambianos), nem se vão aperceber da diferença porque também não sabem. Para contornar o problema os organizadores Zambianos tocaram a gravação do Hino de Äfrica, o mesmo que hoje é uma parte do Hino Sul Africano do pós apartheid.

    Abraço

    p.s. – Não repares na grafia. Simplesmente, Moçambique ainda não ratificou o Novo Acordo Ortográfico.

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    1. 1.1

      Samuel Carvalho

      Caro Nuno Narcy, fiquei estupefacto com a tua excelente memória (de fazer inveja).
      Também não sei qual a razão de não estarem presentes na foto o meu irmão Paulo e o Luís Dionísio, pois esta foi tirada no 7º Encontro de Moçambicanos – Basquetebol no dia do Almoço de Encerramento deste convívio – 21 de Maio de 2006.
      Gostei de recordar os episódios por ti narrados sobre a nossa deslocação à Zâmbia. De sorriso nos lábios, lembro-me perfeitamente do momento em que faltou o hino de Moçambique e tudo o que se passou a seguir…
      Um dos dirigentes nesta deslocação à Zâmbia, foi o saudoso José Paiva Henriques (Zé Bomba).
      Grato pelo teu relato e por estas memórias inesquecíveis!
      Aparece sempre neste nosso “Ponto de Encontro”.
      Aquele abraço.

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