4 Comments

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    César Azevedo Rodrigues

    Presenciei muitas partidas do Ferroviário, no principio dos anos 50. Era um ótimo guarda redes e tambem basquetebolista. Era ele , o Veiga e o Campelo do lado do Ferroviário e o Pedro Santos, o Lage, o Rebelo, o Coluna e o Armando do lado do Desportivo. Eram autênticos jogos de craques. Vi tambem ele jogar contra a seleção da Hungria no Estádio Nacional em Lisboa em 1956. Foi memorável. A Hungria de Puskas, Kubala, Kocksis e Czibor era um super time e o Carlos Gomes tinha deixado entrar 2 golos no primeiro tempo. No segundo tempo o treinador colocou o Costa Pereira . Simplesmente fechou o golo com defesas fantásticas apesar do bombardeio constante dos hungaros. O Vasques conseguiu fazer dois golos em contra ataques e empatamos o jogo em 2-2. Foi considerado o melhor guarda redes da Europa pela UEFA em 1962 quando o Benfica ganhou a segunda taça dos campeões europeus em Amestardão batendo o Real Madrid de Di Stefano, Puskas, Gento, Santa Maria e Raymond Kopa por 5-3. Imitava muito bem o Salazar a discursar o que o fêz várias vezes em espetáculos de teatro no cine teatro Gil Vicente. Como o publico aplaudia pela imitação ser perfeita, um dia a PIDE pediu ao meu pai que não deixasse o Costa Pereira fazer mais aquelas representações

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  2. 3

    Osvaldo Reis de Almeida

    Vi-o jogar no ferroviário de Nampula em 1950 se não me engano. Era muito bom nos cruzamentos de bolas para a pequena área. Depois vi-o em LM. O clube ferroviário tinha umas ventoinhas de tecto no salão antes do bar. Ele na brincadeira deu um salto para mostrar o seu poder de elevação e segurou na ponta de uma das pás que acabou por partir.

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  3. 2

    Alexandre Franco

    Só me resta aplaudir mais um excelente trabalho do meu amigo e ex-companheiro de trabalho em dupla que formámos nas Produções GOLO, com relatos de jogos de futebol, de hóquei em patins e de basquetebol. Falar de Alberto Costa Pereira é coisa a que não me atrevo, afirmando apenas que me lembro de o ver jogar basquetebol pelo Ferroviário, mas eu era um miúdo. Já do Octávio de Sá a história é diferente. Fomos amigos e ainda hoje sou amigo do seu irmão Marcelo de Sá, também ele um grande guarda-redes. Quem é que não se lembra daquele famoso Benfica-Sporting que o Benfica ganhou por 4-3, depois de uma série de frangos por parte do Costa Pereira (guarda-redes do Benfica) e Octávio de Sá, guarda-redes do Sporting.
    Enquanto o Costa Pereira tinha tudo quanto era necessário para ser o fabuloso guarda-redes que foi, o Octávio não tinha estomago para o exigente futebol profissional de Portugal, pelo que regressou a Moçambique prematuramente, para oferecer ao Sporting Clube de Lourenço Marques toda a sua classe. Julgo que até poderei afirmar que hoje já não há guarda-redes com a classe que estes dois tinham. Tanto o Costa Pereira como o Octávio de Sá eram daqueles em que depois de toda a defesa batida ainda era preciso bater o guarda-redes, quer ele se chamasse Costa Pereira (Benfica) ou Octávio Sá (Sporting.
    Mas Moçambique teve outros guarda-redes de grande qualidade. Estou a lembrar-me do Toni Brassard (1º de Maio… e não só), o Milicas (Sporting), o Mandioca (Desportivo), o Arménio (Alto-Maé e Desportivo…) o Jerónimo (Desportivo), o Carlos, do Ferroviário… e tantos outros.

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  4. 1

    Carlos Hidalgo Pinto

    O jornalista João Sousa faz aqui uma interessante descrição do guarda-redes Costa Pereira. Entretanto, um familiar meu já me tinha contado que ele jogou futebol e basquetebol no Ferroviário de L.M. Parece que, de início, Costa pereira era avançado centro e foi o treinador Severiano Correia que o convenceu a ir para a baliza, pois já o tinha visto a jogar basquetebol, onde revelava qualidades que, mais tarde, lhe serviram para ser um dos melhores guarda redes portugueses.

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